Uma mulher de 48 anos foi condenada nesta quinta-feira, 24 de outubro de 2024, a 25 anos e 10 meses de prisão pelo homicídio qualificado de sua filha recém-nascida em São Sebastião do Caí. A ré foi presa em plenário após a decisão do Tribunal do Júri, presidido pela juíza Priscila Anadon Carvalho. Além do homicídio, ela também foi condenada por ocultação de cadáver, já que enterrou o corpo da bebê em seu pátio.
O crime ocorreu em 1º de setembro de 2014 e foi motivado pelo desejo da mulher de encobrir um relacionamento extraconjugal e evitar criar uma criança fora do casamento. O fato de seu marido ter feito uma vasectomia contribuiu para o desespero da acusada. A promotora de Justiça Lara Guimarães Trein, responsável pela acusação pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), informou que a recém-nascida, chamada Michelle Deboer, sofreu traumatismo craniano após a mãe deixá-la cair intencionalmente no chão.
A promotora destacou que a ré não se encontrava em estado puerperal, condição que pode afetar mulheres logo após o parto, o que eliminou a possibilidade de uma defesa baseada em distúrbios pós-parto. O corpo da criança foi descoberto pela irmã da ré, que na época era adolescente.
Durante seu discurso, Lara Guimarães Trein enfatizou a relevância da decisão:
“O Tribunal do Júri de São Sebastião do Caí honrou a memória da menina Michelle. A sensação é de dever cumprido, já que o Ministério Público atua em defesa da vida. Esperamos que essa condenação sirva de exemplo, prevenindo a morte de outras crianças vulneráveis como Michelle.”
O caso gerou indignação na comunidade de São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, e a condenação reforça a mensagem de que crimes dessa natureza não ficarão impunes.











