Neste domingo, 6 de abril de 2025, a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de uma grande manifestação em defesa da anistia aos presos e condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes, em Brasília. O ato, organizado por lideranças da direita, atraiu milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo e com cartazes pedindo a libertação dos réus. O símbolo da manifestação foi o batom, em alusão à cabeleireira Débora dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por escrever com batom “perdeu, mané” na estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O protesto, apelidado por muitos de “Revolta dos Batons”, contou com a presença de figuras políticas e religiosas. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que discursou no final do ato, afirmou que não deixará o país e continuará lutando pela anistia. “Se acham que vou fugir, estão enganados. Irei sempre defender a minha pátria”, declarou diante da multidão.

No trio elétrico, líderes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pastor Silas Malafaia, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) também pediram anistia e criticaram o STF. Michelle, que preside o PL Mulher, interagiu com o público feminino e ergueu um batom em protesto simbólico, destacando casos de condenações que, segundo ela, são desproporcionais.
O ato também reuniu líderes religiosos de diferentes crenças. O rabino Sany Sonnenreich, o pai de santo Sergio Pina e o Padre Kelmon discursaram lado a lado com evangélicos, em uma cena que buscou transmitir união em torno da pauta. “Antes de mais nada, é preciso ter o perdão acima de tudo”, afirmou o rabino.
Durante a manifestação, não foram registrados incidentes graves. O clima permaneceu pacífico, apesar das críticas contundentes ao STF e à condução dos processos envolvendo os réus do 8 de janeiro. Os manifestantes pediram que o Congresso Nacional avance com uma proposta de anistia que beneficie os envolvidos nos atos de 2023.
A manifestação foi transmitida ao vivo por diversos canais de mídia alternativa, com destaque para a Revista Oeste, que registrou mais de 2,8 milhões de visualizações durante uma cobertura de mais de seis horas.
A repercussão do ato deve se prolongar durante a semana, com reações esperadas do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e de lideranças políticas de diferentes espectros ideológicos.












