Apesar da eleição presidencial estar a mais de três anos de distância, o Partido Progressista (PP) já tem um nome em mente para competir pela presidência. Durante a convenção estadual do partido no Rio Grande do Sul, o presidente nacional da legenda, Ciro Nogueira (PP-PI), expressou seu respeito e admiração por Jair Messias Bolsonaro, considerando-o um grande líder da direita. No entanto, Nogueira destacou que irão percorrer o Brasil apresentando a alternativa do partido, que é a senadora Tereza Cristina (PP-MS), como sua candidata.
Nogueira esclareceu que buscam não uma terceira via, mas sim a “única via” que está comprometida com o futuro do Brasil. Ele também afirmou que esse anúncio não indica discordâncias com Bolsonaro, apontando que, embora Bolsonaro seja o candidato natural, se tornar inelegível fará com que ele faça outra escolha. O partido não deseja simplesmente esperar pelos acontecimentos, mas sim se posicionar como uma opção viável.
Tereza Cristina, por sua vez, confirmou sua disposição de concorrer, ressaltando que seu nome estará à disposição. Ela indicou que, sempre que possível, o PP se unirá ao PL e ao Republicanos, buscando uma frente unida no espectro político mais à direita. O objetivo é evitar a fragmentação, que seria complicada para essa coalizão.
Ciro Nogueira reforçou a ideia de que Tereza Cristina só concorrerá com o apoio de Bolsonaro, referindo-se ao ex-presidente como um “general eleitoral” para as próximas eleições. Ele compartilhou que em conversas, Bolsonaro indicou Tereza como uma das possibilidades.
Quanto às acusações direcionadas a Bolsonaro, Nogueira considerou a inelegibilidade injusta e alegou que as denúncias relacionadas às joias são uma narrativa que não ressoa com a população. Tereza Cristina também expressou confiança na inocência de Bolsonaro, mencionando que é necessário aguardar o processo judicial para obter mais clareza.
Em relação ao governo Lula, Ciro reiterou a recusa em integrar os quadros do governo. Ele afirmou que o PP está na oposição ao atual governo, diferenciando-se do Partido dos Trabalhadores (PT) que atuou como oposição ao governo anterior sem identificação e sinergia.
Nogueira também enfatizou que os filiados que assumirem cargos no governo serão afastados das decisões partidárias, embora não haja planos para expulsões. Quanto às especulações sobre possíveis indicações de membros do PP para o governo Lula, como Ricardo Barros para a Caixa Econômica Federal, Nogueira negou que isso vá acontecer, classificando-as como meras especulações.
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