A Justiça Eleitoral determinou a cassação dos mandatos do prefeito e da vice-prefeita eleitos em Nova Pádua, no Rio Grande do Sul, após identificar fraude eleitoral nas eleições municipais de 2024. A decisão, emitida por um juiz da 68ª Zona Eleitoral, também estabelece a realização de um novo pleito no município.
O caso envolve o envio de um dossiê anônimo contendo acusações contra um dos candidatos derrotados, distribuído à população via correspondência. O material apresentava denúncias sobre supostos atos de superfaturamento e irregularidades na administração pública. A investigação revelou que um dos membros da chapa vencedora foi responsável pelo envio, utilizando seu próprio veículo, ação que foi flagrada por câmeras de segurança.
Na sentença, a Justiça considerou que a estratégia teve como objetivo manipular a opinião pública e desequilibrar a disputa, ferindo o princípio da igualdade entre os candidatos. O juiz destacou que qualquer suspeita de irregularidade deveria ter sido encaminhada às autoridades competentes, em vez de ser usada como ferramenta de campanha, comprometendo a legitimidade do resultado eleitoral.
Apesar de não haver provas diretas da participação da vice-prefeita no esquema, a legislação eleitoral prevê que a cassação do prefeito implica automaticamente na perda do mandato de toda a chapa. Além disso, o dossiê é alvo de uma ação criminal por calúnia e difamação. Outras acusações, como uma suposta transferência irregular de eleitores, foram consideradas improcedentes.
Os atuais gestores anunciaram que vão recorrer da decisão e permanecerão nos cargos até o julgamento final do caso. A Justiça Eleitoral ainda não definiu a data para a realização das novas eleições.
OUTROS CASOS SOB A MIRA DA JUSTIÇA
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Sul está analisando uma denúncia de compra de votos durante as eleições municipais de 2024 em Nova Candelária. O Ministério Público Eleitoral (MPE) recebeu relatos de eleitores que afirmam ter sido aliciados com promessas de dinheiro e benefícios em troca de apoio a determinados candidatos.
De acordo com as informações preliminares, a investigação envolve tanto candidatos quanto cabos eleitorais, que supostamente ofereceram recursos financeiros e bens para influenciar o resultado das urnas. A Justiça acompanha o caso e busca reunir provas para verificar a veracidade das alegações.
Após a repercussão da denúncia, mais moradores de Nova Candelária procuraram o MPE para relatar supostos acordos entre eleitores e representantes políticos. As denúncias incluem promessas de dinheiro, combustíveis e até pagamento de contas em troca de votos.
O Ministério Público, em parceria com a Justiça Eleitoral, está coletando depoimentos e analisando eventuais provas que possam confirmar a prática criminosa. A compra de votos é uma infração grave e pode resultar na cassação de candidaturas e mandatos. O caso segue sob sigilo, mas novas movimentações devem ocorrer nos próximos dias.
Se as denúncias forem confirmadas, os envolvidos poderão enfrentar sanções legais severas, e o resultado das eleições em Nova Candelária poderá ser questionado. A Justiça Eleitoral reforça seu compromisso em combater fraudes e garantir a lisura do processo democrático no estado.











