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domingo, agosto 30, 2026
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O vírus que assombra o Brasil e já deixou um rastro de dor com a explosão de casos de microcefalia

Dentre os vários tipos de vírus que circulam no Brasil tropical hoje, em especial em regiões e épocas mais quentes, temos a dengue – cujo número de óbitos é recorde na história do nosso país -, a chikungunya e a zika. Estas três enfermidades são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Infelizmente, pouco se fala da zika, que, apesar de não trazer grandes complicações para a maioria dos doentes, pode provocar doenças graves. Como em bebês na barriga de grávidas infectadas: a zika fez explodir, há alguns anos, os casos de síndromes congênitas associadas à infecção pelo vírus da zika (SCZ), dentre as quais se destaca a microcefalia.

A epidemia de casos de microcefalia no Brasil, a partir de bebês afetados por mães grávidas com zika, é uma realidade tristíssima na população da terra brasilis. Tecnicamente, a microcefalia se trata de uma malformação congênita caracterizada por um perímetro cefálico menor que o normal. Por outro lado, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus da zika e a microcefalia, após identificar o vírus em amostras de sangue e tecidos de bebês que vieram a óbito e em outros bebês cujas mães eram ou haviam sido vitimadas pela zika. Assim, em novembro de 2015 o Brasil declarou situação de emergência em saúde pública devido ao salto dos casos de microcefalia, tendo em vista o surto de zika que ocorreu entre 2015 e 2016 no país.

Portanto, temos inúmeras mães solo, pais e familiares cuidando de crianças vítimas dessa malformação do sistema nervoso causada pelo vírus da zika, a qual é transmitida para o bebê pela mãe antes mesmo de este nascer. Estima-se que o risco de microcefalia em fetos, no caso de gestantes infectadas pela zika seja de 1% a 13%. O número pode ser maior, visto que há poucas pesquisas dedicadas a esse mal.

Para piorar, o governo Lula III cortou verbas da Saúde em geral, inclusive destinadas à prevenção do Aedes aegypti, que, como mencionado, provoca dengue, chikungunya e zika. Ainda, há notória falta de vacinas contra os vírus advindos desse mosquito que assombra todas as regiões do Brasil.

Mas pode ficar pior.

O governo brasileiro, afogado em uma crise econômica sem precedentes, resolveu cortar gastos de forma emergencial: porém, em vez de começar com a óbvia ação de podar os luxos e desperdícios do próprio governo perdulário, com cerca de 40 ministérios – envolvendo Congresso Nacional, Executivo e Judiciário, hoje os mais caros do mundo -, fez recair sua ineficiência econômica, (des)comandada por Fernando Haddad, mais uma vez sobre o povo. E sobre o povo doente, pobre e sem recursos. Este é o governo que se intitula o governo do povo, você concorda?

EXCLUSÃO DO BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA (BPC)

Não bastam os impostos, taxações e juros absurdos. O governo Lula III, que se afirma tão preocupado com o povo e questões de minorias, aprovou em novembro de 2024 uma “proposta que exclui do cálculo da renda familiar per capita os valores do Benefício da Prestação Continuada (BPC) recebidos por criança ou adolescente com deficiência” (Agência Câmara de Notícias, portal do Senado Federal). O objetivo, conforme comunicado oficial do Senado, é “evitar que, com a renda do BPC, a família ultrapasse o limite máximo de recursos para acessar o programa Bolsa Família” (idem). Inacreditável!

Serão afetadas não apenas pessoas com microcefalia , mas com outras doenças que exigem tratamento contínuo e, quase sempre, oneroso e sacrificial, ainda mais sem ajuda de cuidadores profissionais: HIV, hepatite, doenças psicomotoras etc.

Falando em microcefalia, citamos, ainda, a falta de recursos especificamente destinados aos seus portadores e aos cuidadores, em geral pessoas da família,. Estas que, muitas vezes, se veem impossibilitadas de trabalhar para poderem cuidar dos doentes, que não raro são incapacitados de executar tarefas simples como comer, andar, falar e, enfim, ter autonomia, além da necessidade premente de medicações de alto custo.

Portanto, é necessário pensar mais sobre microcefalia e todo o entorno de pessoas atingidas pelas dificuldades das vítimas, que vêm se avolumando ainda em 2024, quando a crise na saúde pública no Brasil ganha contornos dantescos. Mesmo ONGs para auxiliar vítimas de microcefalia e famílias atingidas por essa condição, são raras, e os recursos governamentais e não-governamentais, muito aquém do esperado.

Parece-nos que, em detrimento do caos na Saúde, na Economia e na Educação do Brasil, tem sido mais importante apurar supostos fatos deduzidos e conduzidos com ações ilegais e anti-democráticas – como uma cortina de fumaça ou mera perseguição política? Enquanto isso, faltam vacinas para Covid-19, dengue, recursos para o SUS – mas nunca para o Sírio-Libanês, onde o presidente tem sua confortável comissão de médicos particulares envoltos em mistérios. E faltam ações a favor de vítimas de microcefalia e outras doenças que exigem cuidados contínuos, inclusive HIV, isto é, falta BPC que já era pouco e foi barrado.

AS PRIORIDADES DO GOVERNO TÊM PASSADO LONGE DO POVO

Em nosso entender, mediante a livre expressão de cidadão eleitor, há uma lacuna de sensibilidade, seriedade e até caráter, para grande parte daqueles que foram eleitos pelo povo brasileiro. E ainda para aqueles que nem diretamente eleitos pelo povo foram; mas agem como se tivessem sido ao legislar no lugar do Congresso e proceder de formas autocráticas, desprezando questões urgentes de saúde pública, por exemplo, e o rombo trilionário que é uma bomba explodindo sobre o povo. Isso tudo, acreditem, em uma “democracia” que é o governo do povo para o povo, onde o maior poder emana da população e esta deve ser a maior beneficiada pelos governantes e verbas governamentais. Não tem sido o caso do Brasil.

Mas nossos governantes adoram dizer – e costumam falar sem agir em conformidade ao que dizem – que estão “protegendo” ou até “salvando” a democracia. Democracia é, em primeiro lugar, e repetindo, bem-estar do povo, comida, dinheiro e cuidados para o povo. Voltem para o presente, ou não haverá futuro, e já está difícil acreditar que vá haver, ao menos a médio prazo, no país onde cantava o sabiá e já não canta mais. Quem canta aqui são “urubus” sugadores de verbas públicas, matando silenciosamente vítimas de microcefalia e outras doenças, trabalhadores pagadores de impostos absurdos, emissores de opiniões indesejáveis mediante censura institucional e, afinal, sonhadores.

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