Há muito o cigarro deixou de ser glamour e moda, inclusive entre celebridades hollywoodianas, para assumir-se publicamente vilão da saúde humana. Não apenas física, mas mental, uma vez que pode causar severa dependência química. No entanto, apesar de não ser mais tão “queridinho” ou inofensivo, os inúmeros malefícios tabagismo muitas vezes são menosprezados ou desconhecidos pelas pessoas.
Certo, todos nós sabemos que a nicotina no cigarro faz mal. A inalação de sua fumaça toma conta dos pulmões e do sistema circulatório – não apenas do fumante, mas dos chamados “fumantes passivos”, aqueles que estão ao seu redor expostos às baforadas. E sabemos que fumar é coisa comum. Inclusive, o Brasil é um dos países em que mais se fuma.
O negócio é que, como volta e meia diz meu terapeuta (há cerca de 12 anos), “todo mundo precisa da sua droguinha”: desde os índios com seus cachimbos e alucinógenos, os povos antigos e seus entorpecentes, e mesmo as pessoas consideradas como as mais sábias e inteligentes da História frequentemente tinham alguma dependência quimica. Muitas vezes o cigarro. Muitas morreram exatemente por isso, cedo demais.
RACIONALIDADE
Longe de mim ser moralista, mas, seres racionais (e às vezes meio irracionais) que somos, devíamos ter consciência dos males que fazemos ao nosso organismo: em primeiro lugar, buscar informação.
O cigarro, em fumantes ativos ou passivos, pode levar a doenças pulmonares, cardíacas, AVC, úlceras e outros problemas estomacais, osteoporose, perda de cabelos, vários tipos de câncer etc. Sem falar na estética (para além do cabelo): dentes amarelados, pele seca, unhas quebradiças, envelhecimento precoce, e a tal da dependência química: nicotina é banal na sociedade, mas uma das substâncias mais viciantes existentes hoje. Não é nada fácil largar para a maioria dos que fumam habitualmente.
Eu nem devia mencionar o vape, e-cigarro ou cigarro eletrônico, esse sim bem na moda e com certo “glamour”. É muito, mas muito, mas muito mais danoso que o cigarro comum, cada “dose” equivale a dezenas de carteiras de cigarro. Provoca, em pouco tempo, falência pulmonar, cardíaca e AVC em qualquer idade: não se trata apenas da nicotina nesse caso, há outras substâncias tóxicas nesses dispositivos recarregáveis, com diferentes estilos e “efeitos”, como acender uma luz ao tragar, por exemplo. Uma luz de alarme, se olharmos bem.
A REALIDADE E NOSSAS “DROGUINHAS” PARA FUGIR DELA
É duro enfrentar a realidade sempre crua, essa é a verdade. E todo mundo tem suas maneiras de tentar amenizar sentimentos ou contextos desagradáveis. Mesmo que ninguém saiba.
Fato é que nossas “droguinhas” podem não ser maléficas, somente se em excesso, como tudo na vida. Sexo bom, relacionamentos saudáveis na medida do possível, exercícios físicos regulares, autocuidado, leitura, escrita, séries, jogos… ou café, chá, água… uma bebidinha de vez em quando, para quem nanotecnologia problemas com álcool.
Bem, tudo é veneno ou remédio, depende da dose – declarou o alquimista mais famoso, e supostamente mais bem-sucedido da História: Nicolas Flamel. Lá na Idade Medieval, teria até descoberto a Pedra Filosofal e o Elixir da Longa Vida; desapareceu e nunca mais foi encontrado – ou viveras-te hoje?
Para terminar, conheço quem fume desde sempre só de vez em quando. Ou só em festas, ou só quando bebe. E não vou dizer: “Não fume”, pois cada um de nós é responsável por suas escolhas. Mas estejamos e sejamos conscientes. Evite fumar perto de crianças, adolescentes, seus filhos. Evite fumar em locais proibidos, você poderá ser multado. Evite fingir que não sabe que fumar diminui consideravelmente a expectativa de vida do fumante, assim como a vocqualidade de vida. Se eu pudesse aconselhar você, aconselharia outros “subterfúgios”.
E diria: inspire e aspire toda a vida que puder viver, tudo de bom que há em você e ao seu redor, respire o ar da esperança, da fé, das boas e amizades, raras, de seus sonhos, de seu amor-próprio, do amor que lhe espera e talvez você nem saiba disso. Viver é “tragar” um dia de cada vez.












