Em 2021, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se associou à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) em dois eventos que trataram de temas sensíveis, como “desinformação” e “ameaças digitais”. Essa colaboração gerou questionamentos sobre a influência externa no processo eleitoral brasileiro, especialmente no contexto das eleições de 2022.
O primeiro evento aconteceu em abril de 2021, quando o TSE participou do lançamento do “Guia de Combate à Desinformação”, desenvolvido pelo Consórcio para Eleições e Fortalecimento do Processo Político (CEPPS), uma organização supervisionada pela Usaid. O TSE destacou sua participação no estudo, afirmando que o modelo seria um exemplo para outros países.
Em maio de 2021, a Corte divulgou em seu site que estava adotando iniciativas para combater a desinformação, visando a garantir eleições “legítimas, transparentes e seguras”. A preocupação com os impactos da desinformação sobre a democracia foi ressaltada pelo tribunal.
O segundo evento ocorreu em dezembro de 2021, com a realização do encontro virtual “Eleições e a Transformação Digital”, promovido pelo CEPPS e Usaid. O evento, que contou com a presença do então presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, focou no combate às “ameaças digitais” e discutiu como as autoridades e a sociedade civil poderiam proteger a integridade das eleições.
Barroso fez um alerta contundente sobre o papel das redes sociais, sugerindo que plataformas digitais deveriam colaborar com as autoridades eleitorais para evitar a disseminação de fake news. Caso contrário, ele afirmou, essas empresas poderiam ser responsabilizadas pela destruição da democracia.
A parceria com a Usaid, uma organização que financia projetos com foco em agenda progressista, tem gerado controvérsia, especialmente após informações revelando o financiamento de iniciativas como a EcoHealth Alliance, envolvida em pesquisas sobre o coronavírus em morcegos no Instituto de Virologia de Wuhan, na China.
Essa colaboração tem sido amplamente debatida no Brasil, levantando questões sobre a interferência de organizações externas no processo eleitoral do país, tema que continua a gerar discussão entre parlamentares e analistas políticos.











