A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (29), a Operação Falsa Persona, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar o chamado “golpe dos nudes” no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em cidades da Região Metropolitana e em unidades prisionais.A ofensiva ocorreu nos municípios de Arambaré, Charqueadas, Esteio e São Leopoldo, além de presídios localizados em Porto Alegre e Charqueadas. Apesar da ação simultânea, nenhuma prisão foi realizada até o momento.
🎯 Como funciona o golpe
De acordo com as investigações, os criminosos criavam perfis falsos em redes sociais, se passando por mulheres jovens, e iniciavam conversas de teor sexual com as vítimas. Após a troca de mensagens e imagens íntimas, os golpistas passavam a chantagear os alvos, exigindo dinheiro sob ameaça de exposição pública.Um dos casos que originou a operação foi registrado por um morador de Cuiabá (MT). Ele contou ter recebido mensagens de uma suposta adolescente que, após a troca de nudes, passou a exigir dinheiro para não denunciá-lo às autoridades.“Eles simularam uma conversa em que a mulher dizia ser menor de idade. Em seguida, se passaram por policiais e exigiram R$ 20 mil da vítima, ameaçando registrá-lo como criminoso. Por sorte, ele não chegou a realizar o pagamento, o que permitiu que o caso fosse denunciado a tempo”, explicou o delegado João Vitor Herédia, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE).
🔍 Investigações seguem com foco em aparelhos eletrônicos
A operação foi desencadeada pela Polícia Civil de Mato Grosso com apoio de agentes do Rio Grande do Sul. Segundo o delegado Guilherme Rocha, de Cuiabá, o objetivo principal da ação foi apreender dispositivos eletrônicos utilizados pelo grupo, como celulares e computadores.“O trabalho demandou meses de investigações para identificar os integrantes e comprovar a atuação criminosa. O foco agora é analisar o conteúdo dos aparelhos e aprofundar as diligências para responsabilização penal”, explicou o delegado.
🌐 Atuação nacional
A suspeita das autoridades é de que o grupo atua em diversas regiões do país, repetindo o mesmo modo de operação com vítimas distintas. A prática é considerada estelionato qualificado e extorsão, e os envolvidos poderão responder ainda por falsidade ideológica, corrupção de menores e associação criminosa, dependendo da conclusão do inquérito.A Polícia Civil reforça que nenhuma autoridade policial solicita dinheiro para encerrar investigações e orienta vítimas a não realizar pagamentos em hipótese alguma.⚠️ Como se proteger do golpe dos nudes?
Especialistas em segurança digital recomendam que usuários de redes sociais evitem trocar fotos íntimas com desconhecidos, mesmo quando a interação pareça segura. É importante verificar a veracidade dos perfis, desconfiar de pressões emocionais ou financeiras e denunciar imediatamente às autoridades qualquer tentativa de extorsão.Leia mais: Polícia Civil mira grupo que aplicava o “golpe dos nudes” no RS; operação acontece em cidades e presídiosacidente Argentina Boa Vista do Buricá Bolsonaro Brasil Brigada Militar Crissiumal Câmara Deputados drogas Futsal gaúcha gaúcho Governo Horizontina ijui Incêndio INDEPENDÊNCIA Jovem justiça Leila Kruger Lula maconha MULHER Nova Candelária operação Passo Fundo polícia Polícia Civil Porto Alegre presidente preso PRF prisão projeto Rio Grande do Sul RS santa rosa Santo Ângelo senado STF tiros Três de Maio Três Passos vítima











