A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu nesta sexta-feira (5/9) um empresário e outras duas pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos provenientes de doações realizadas por meio das faturas da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).
De acordo com as investigações, o esquema operou durante dois anos e meio, arrecadando R$ 800 mil em doações regulares, mas desviando cerca de R$ 4 milhões para contas privadas e empresas de fachada.
Como funcionava o esquema
Segundo o delegado Rafaello Ross, responsável pelo caso, as doações eram feitas pelos consumidores diretamente na conta de luz e deveriam ser repassadas a hospitais e instituições beneficentes da região de Joinville e Blumenau.
No entanto, parte expressiva desses valores nunca chegava ao destino final. O Hospital Bethesda, em Joinville, foi uma das entidades que deixou de receber recursos que seriam essenciais para manutenção de serviços e compra de insumos.
Investigações e prisão
O grupo preso teria utilizado contratos fraudulentos e empresas de fachada para movimentar os valores desviados. A operação, deflagrada pela Delegacia de Polícia de Defraudações da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), cumpriu ainda mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.
Os três detidos responderão por peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos.
Repercussão
A Celesc informou, em nota, que colabora com as autoridades e que reforçou os mecanismos de controle dos convênios de arrecadação. A estatal também destacou que os consumidores podem continuar realizando doações, que são fundamentais para diversas entidades de saúde e assistência social em Santa Catarina.
O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de maior transparência e fiscalização nos convênios entre empresas públicas e instituições de beneficência, a fim de garantir que recursos destinados a serviços essenciais não sejam desviados.







