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quarta-feira, junho 12, 2024
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Precisamos utilizar as redes sociais de maneira saudável

As redes sociais são não apenas parte, mas protagonistas da vida de bilhões de pessoas ao redor do planeta. Rompem barreiras geográficas, sociais, ideológicas e econômicas, conectando milhares de vidas. Uma maravilha, uma revolução! Desde que sejam utilizadas de maneira minimamente saudável e responsável.

Tudo começou no início dos anos 2000, quando os smartphones “engatinhavam” (eram apenas celulares, mais limitados tecnologicamente): em 2004, surgiram duas “lendas” das redes sociais, o extinto Orkut, assim chamado em homenagem a seu criador, o engenheiro Orkut Buyukkokten; e o Facebook, de Mark Zuckerberg e cofundado pelo brasileiro Eduardo Saverin. A partir daí, tudo iria “deslanchar” (ou “desmoronar”?).  

Já em 2006, Kack Dorsey e mais três sócios criaram o Twitter nos Estados Unidos. Adquirido pelo bilionário Elon Musk, passou a se chamar X e perdeu o símbolo do pássaro azul em 24 de julho de 2023 (embora ainda seja mais conhecido por seu antigo nome, “Twitter”). Hoje em dia, temos centenas de redes sociais, muitas voltadas a públicos específicos como Skoob (leitores), LinkedIn (currículos profissionais), Flickr e Pinterest (compartilhamento de imagens arquivadas de acordo com temas), YouTube e Vimeo (vídeos), Tinder e Grindr (encontros amorosos, aquele destinado a qualquer tipo de pessoa, este, para homens gays). Mais recentemente, Kwai e TikTok. Em compensação, outras redes “sociáveis” foram extintas ou esquecidas na prática, como Fotolog, Flogão, ICQ (lá do baú!), MSN, Snapchat e Google+, só para citar alguns exemplos. 

Todas estas redes sociais chegaram com o intuito, a priori, de unir pessoas, facilitando e promovendo não apenas relacionamentos pessoais, mas profissionais. Seria lindo se fosse apenas assim: ferramentas que contribuem para o bem-estar e pertencimento, democratizando conhecimentos e culturas, obliterando fronteiras de espaço e tempo. Mas o que podemos observar é que as redes sociais – há uma quantidade incontável delas atualmente – têm sido povoadas por muita gente repleta de ódio, preconceitos e arrogância narcisista. Praticantes contumazes de bullying, propagadores de conteúdos nocivos ou “babacas”: sanguessugas sociais que tornam o ambiente (relativamente seguro, em comparação com o “olho no olho”) das redes sociais bastante tóxico e desestruturante. Portanto, perigoso.   

Por outro lado, curtidas, comentários elogiosos e seguidores tornaram-se uma obsessão para milhares de pessoas, notadamente no Brasil em que as redes sociais são, historicamente, muito utilizadas. Uma “corrida maluca” por destaque, aplausos, aprovação, influência, perfeição. Assim, desperta-se o sentimento de competição e comparação, inveja, ansiedade, depressão e outros problemas psicológicos, além, é claro, da culminação em casos de suicídio que não têm sido raros, em razão de desentendimentos ou decepções nas redes sociais. 

Assim, é urgente reconhecer que a maioria de nós precisa empregar as redes sociais de maneira mais saudável. Os efeitos delas têm sido nada menos que nefastos para uma multidão de pessoas, que sorriem na frente das câmeras, repletas de filtros, mas sofrem em silêncio na “vida real”. Cuidado ao “colocar suas fraquezas em uma vitrine”, cuidado ao fazê-las parecer praticamente inexistentes nas telinhas. Cuidado ao editar uma vida que não corresponde à sua realidade. Cuidado com a “fome” de plateia – dentre eles, estarão os “lobos sedentos por atacar”. Você estará preparado? Saberá ignorar o que é ruim, os haters, lidar com o cyberbullying e focar em ajudar, esclarecer, entreter, filtrar mentiras e desinformação, unir?

As redes sociais são uma ilusão. A vida “nua e crua” ocorre dentro de nós, não pode ser totalmente mostrada, e no nosso dia a dia com aqueles que convivem conosco e que importam de verdade para nós.

Por fim: vejo muita gente comentando o quanto as redes sociais lhe têm feito mal, e como decidiram ou pretendem se afastar delas, ao menos um parcialmente. É um ambiente fervente e “incansável”, “esgotante”. Atente-se ao compartilhamento de dados pessoais, com a necessidade de reconhecimento (e validação) constante que pode provocar ansiedade, depressão e outros transtornos mentais (consulte um profissional, se necessário!). Redes sociais são meios, não fins. Lembrando que o Brasil é um dos países que mais utilizam redes sociais, e é o país campeão em casos de ansiedade segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Para não nos alongarmos mais: utilize as redes sociais com consciência, responsabilidade e moderação, priorizando sempre seu bem-estar e qualidade de vida. Evite atritos que possam acarretar até problemas jurídicos, ou inflamar hordas de pessoas salivantes por violência, brigas e bullying, por preencher seu ego afogado em pavoneio. Dicas: cronometre seu tempo e o de seus filhos na Internet, vigie(-se), não se deixe engolir pelo “buraco-negro” das redes sociais.

Nunca, nunca mesmo, releve as consequências do que fala, o que responde e expõe no tempo precioso gasto nas telas. Tenha inteligência emocional (ela pode ser aprendida), paciência, compreensão. E, é claro: blinde-se, ninguém deve interferir demais na sua vida a partir de uma rede social. E eu sei que colocar isso em prática é difícil, no entanto é um aprendizado do dia a dia e que pode nos levar a nos tornarmos humanos mais conscientes, resilientes, seletivos e compreendidos ou compreensivos.

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