Uma onda de violência contra mulheres marcou esta sexta-feira (18) no Rio Grande do Sul. Seis feminicídios foram registrados em diferentes municípios do estado, chocando a população e levando a Justiça a decretar a prisão dos suspeitos envolvidos. As vítimas tinham entre 21 e 54 anos e, segundo as autoridades, nenhuma delas possuía medida protetiva ativa contra seus agressores.
Os crimes ocorreram ao longo de todo o dia, da madrugada até o fim da tarde, nos municípios de Parobé, Feliz, São Gabriel, Viamão, Bento Gonçalves e Santa Cruz do Sul. Em alguns casos, os suspeitos são ex-companheiros das vítimas, e em outros, os atuais parceiros. Em Feliz, o crime teve desdobramentos ainda mais trágicos: além da mulher, o companheiro dela também foi morto.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, equipes das polícias Civil e Militar atuaram de forma imediata para identificar e prender os suspeitos. Em todos os casos, os agressores já foram localizados e estão sob custódia ou com mandado de prisão expedido.
A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, se manifestou nas redes sociais, afirmando que os assassinatos são “inaceitáveis” e reforçou a necessidade de políticas públicas eficazes para prevenir a violência de gênero. “Estamos acompanhando os casos com atenção. As mortes de mulheres não são números, são vidas interrompidas por um sistema que ainda falha em protegê-las”, disse.
Organizações da sociedade civil e movimentos feministas preparam atos em memória das vítimas e cobram maior eficácia na aplicação da Lei Maria da Penha, especialmente no que diz respeito à concessão de medidas protetivas e acompanhamento de mulheres em situação de risco.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra um feminicídio a cada seis horas — e o Rio Grande do Sul tem uma das taxas mais altas do país. O número crescente de casos reacende o debate sobre a urgência de políticas de prevenção, acolhimento e punição efetiva aos agressores.











