Seis indivíduos foram indiciados por homofobia e racismo após ataques preconceituosos contra a advogada Gabriella Meindrad, diretora de Projetos e Captação de Recursos do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Gabriella, que já atuou como secretária-adjunta de Cultura do Estado, é uma mulher trans.
Segundo a investigação, os ataques ocorreram em 2019, após Gabriella receber uma homenagem em um CTG em Mata, o que motivou comentários transfóbicos nas redes sociais. Entre os indiciados está o influenciador conhecido como Rubão do Pontaço, que declarou não se manifestar por não ter tido acesso à conclusão do inquérito.
A delegada Débora Dias, da delegacia do Idoso e Combate à Intolerância de Santa Maria, explicou que a investigação enfrentou dificuldades, já que alguns investigados residem em outros estados. “O indiciamento é por homofobia, dentro da lei de racismo, quando o crime é cometido pelas redes sociais”, disse.
Para Gabriella, o indiciamento representa uma conquista na luta contra o preconceito. “O indiciamento destas seis pessoas representa um passo importante contra a LGBTfobia, os discursos de ódio e as ameaças à vida que sofri naquele momento. É fundamental que a sociedade compreenda que ninguém tem o direito de promover o ódio e a violência, especialmente contra pessoas trans, que infelizmente estão no topo das estatísticas de homicídios no Brasil há tantos anos”, afirmou em nota.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades, com atenção às implicações legais para crimes virtuais de ódio e transfobia.











