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terça-feira, julho 14, 2026
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STF Torna Bolsonaro e Sete Aliados Réus por Tentativa de Golpe de Estado

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, nesta quarta-feira (26), o julgamento que tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados por tentativa de golpe de Estado. A decisão foi unânime entre os ministros da Primeira Turma: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Com o recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), será aberta uma ação penal para coleta de provas e depoimentos, marcando a fase de instrução do processo. Se condenados, os réus poderão enfrentar penas severas, com Bolsonaro podendo pegar até 43 anos de prisão.

Os Acusados e os Crimes

O “núcleo crucial” da tentativa de golpe, segundo a PGR, inclui:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente)

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa)

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça)

  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa)

  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI)

  • Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha)

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e atual deputado federal)

  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fez delação premiada)

Eles respondem pelos seguintes crimes:

  1. Tentativa de abolição violenta do Estado democrático de direito

  2. Golpe de Estado

  3. Organização criminosa armada

  4. Dano qualificado contra o patrimônio da União

  5. Deterioração de patrimônio tombado

Bolsonaro Acompanha Julgamento e Critica Investigações

Bolsonaro esteve presente no primeiro dia do julgamento, acompanhado de aliados como os deputados Mario Frias (PL-RJ) e Coronel Zucco (PL-RS). Antes da sessão, o ex-presidente declarou à imprensa que espera “justiça”, mas criticou a condução das investigações.

— Nada se fundamenta nas acusações feitas de forma parcial pela Polícia Federal. Vou estar acompanhando com os advogados agora e, depois, a gente decide o que vai fazer — disse Bolsonaro ao desembarcar em Brasília.

O Voto do Relator

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, destacou a gravidade dos atos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como uma tentativa concreta de ruptura institucional.

— Os crimes praticados no dia 8 de janeiro foram gravíssimos. Não foi um passeio no parque — afirmou Moraes.

A ação penal seguirá agora para a fase de coleta de provas e depoimentos, podendo resultar em uma condenação definitiva.

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