O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta quarta-feira (26) que revogará as licenças concedidas pelo governo Biden para a exportação de petróleo da Venezuela. A decisão afeta diretamente a petroleira americana Chevron, que opera no país sul-americano em parceria com a estatal PDVSA.
Em uma publicação na Truth Social, Trump justificou a medida afirmando que o governo de Nicolás Maduro não cumpriu os compromissos assumidos em relação às eleições venezuelanas de julho de 2024. Além disso, acusou o regime chavista de enviar “criminosos violentos” para os EUA.
“Estamos revertendo as concessões que o corrupto Joe Biden fez ao venezuelano Nicolás Maduro no acordo de petróleo de 26 de novembro de 2022, assim como aquelas relacionadas às condições eleitorais dentro da Venezuela, que o regime de Maduro não conseguiu cumprir”, declarou Trump.
A revogação entrará em vigor em 1º de março, sem possibilidade de renovação. A licença permitia que a Chevron operasse na Venezuela até julho, mas a decisão antecipa o encerramento das atividades.
A saída da Chevron representa um golpe para a economia venezuelana, que viu sua produção de petróleo ultrapassar 1 milhão de barris por dia (bpd) em fevereiro, segundo a Opep. A empresa americana produzia cerca de 200 mil bpd e desempenhou um papel essencial na recuperação da indústria petrolífera do país.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, endossou a decisão de Trump, afirmando que a Chevron estava fornecendo uma fonte crucial de dólares ao governo Maduro.
A medida pode impactar o mercado global de petróleo e as relações entre Washington e Caracas, que vinham passando por um período de distensão desde a flexibilização das sanções em 2022.











