Um levantamento recente revelou que 13 ministros do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, todos com mais de 60 anos, não receberam a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 em 2024, conforme recomendado pelo Ministério da Saúde. Entre eles está Nísia Trindade, recentemente exonerada do cargo de ministra da Saúde.
A orientação atual do Ministério da Saúde estabelece que pessoas com 60 anos ou mais devem receber uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses. A ausência dessa atualização vacinal entre os ministros contraria as diretrizes estabelecidas pelo próprio governo.
A lista dos ministros com vacinação incompleta inclui:
- José Múcio (Defesa), 76 anos
- Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), 76 anos
- General Amaro (Gabinete de Segurança Institucional), 67 anos
- Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima), 66 anos
- Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), 65 anos
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), 63 anos
- André de Paula (Pesca e Aquicultura), 63 anos
- Margareth Menezes (Cultura), 62 anos
- Cida Gonçalves (Mulheres), 62 anos
- Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), 62 anos
- Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte), 61 anos
- Fernando Haddad (Fazenda), 61 anos
A situação gerou críticas de diversas partes. O ex-presidente Jair Bolsonaro ironizou a postura dos ministros, chamando-os de “negacionistas” por não seguirem as próprias recomendações governamentais.
Especialistas em saúde pública alertam para a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre os grupos prioritários, para garantir a proteção individual e coletiva contra a Covid-19. A adesão às doses de reforço é considerada crucial para conter a disseminação do vírus e prevenir casos graves da doença.











