Na tarde do último domingo (2), um ataque de abelhas mobilizou equipes de resgate em Miraguaí, no interior do Rio Grande do Sul. O incidente ocorreu na Escola Visconde de Mauá, atualmente desativada e utilizada como sede de um clube de mães, na Linha Bonita.
O enxame atacou algumas pessoas que estavam no local, causando pânico. O Corpo de Bombeiros Voluntários de Tenente Portela foi acionado e auxiliou na evacuação da área. Três pessoas, que sofreram múltiplas picadas, foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhadas ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela.
Casos recentes reforçam alerta sobre ataques de insetos
O caso em Miraguaí acontece em meio a um aumento preocupante de ataques de insetos no estado. Na última semana de janeiro, dois homens morreram após serem atacados por enxames em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. No dia 21, um homem foi vítima de abelhas em Riozinho, no Vale do Paranhana. Já no dia 26, um ataque de vespas causou a morte de outro homem em Soledade, no Planalto Médio.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RS, o número de ocorrências relacionadas à remoção de enxames mais que dobrou. Em 2024, foram registrados 8.157 atendimentos em todo o estado, uma média de 22 por dia. Já em 2025, até 23 de janeiro, o número já chegava a 1.077 casos, elevando a média para 46 por dia.
Riscos e medidas de segurança
O Centro de Informação Toxicológica do RS (CIT) alerta que ataques de abelhas e vespas podem desencadear reações alérgicas graves, como choque anafilático. A médica Bruna Telles Scola recomenda que, em caso de ataque, a vítima busque atendimento médico imediato e entre em contato com o CIT pelo telefone 0800 721 3000, disponível 24 horas.
Pesquisas realizadas pelo Instituto Butantan e pelo Instituto Vital Brazil avançam no desenvolvimento de um soro antiapílico, que poderá ser utilizado para tratar casos de múltiplas picadas por abelhas africanizadas. O estudo está em fase final de testes, mas ainda pode levar até cinco anos para aprovação pela Anvisa.
Com o aumento das temperaturas e da umidade, especialistas reforçam a necessidade de cuidados no manejo de enxames e recomendam que qualquer remoção seja feita por equipes especializadas para evitar novos incidentes.











