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quarta-feira, julho 15, 2026
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Infestação de escorpião-amarelo preocupa cidades do Rio Grande do Sul

A presença do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) tem gerado preocupação em diversas regiões do Rio Grande do Sul. Considerado uma ameaça à saúde pública, o aracnídeo possui um veneno potente e se adapta facilmente ao ambiente urbano, proliferando-se em locais como encanamentos, ralos, entulhos e frestas de paredes.

Atualmente, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Horizontina, Três de Maio, Marcelino Ramos, Nova Bassano, São Sebastião do Caí, Esteio e Alvorada estão entre os municípios mais afetados pela infestação. Desde 2013, escorpiões foram identificados em 37 cidades gaúchas, com 17 delas registrando acidentes com humanos.

Diante do risco, a Secretaria da Saúde do Estado reforça a necessidade de notificação imediata às autoridades sanitárias sempre que um escorpião for encontrado. O animal coletado passa por análise taxonômica, e, caso a presença da espécie seja confirmada, o município deve adotar medidas de controle e vigilância ambiental.

Os acidentes com picadas de escorpião são tratados em hospitais, onde há soro específico disponibilizado pela Secretaria da Saúde. Em casos de emergência, a população pode entrar em contato com o Centro de Informações Toxicológicas do Rio Grande do Sul pelo telefone 0800-721-3000, disponível 24 horas.

Prevenção e controle

Para reduzir a proliferação do escorpião-amarelo, é essencial manter terrenos, quintais e jardins limpos, evitando o acúmulo de entulhos e folhas secas. Como o escorpião se alimenta de baratas, combater esses insetos também ajuda a controlar sua presença. Além disso, fossas sépticas devem ser bem vedadas, e vãos ou frestas em paredes e muros precisam ser corrigidos.

Dentro das casas, recomenda-se instalar telas em ralos, vedar frestas em portas e manter roupas de cama e berços afastados das paredes. Preservar predadores naturais, como corujas, lagartos e gambás, também é uma forma eficaz de conter a população do aracnídeo.

O uso de inseticidas não é recomendado, pois pode fazer com que os escorpiões deixem seus esconderijos e aumentem os riscos de acidentes. A captura desses animais deve ser feita por profissionais treinados, utilizando equipamentos de proteção adequados.

A conscientização da população e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para evitar acidentes e minimizar a infestação no estado.

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