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quarta-feira, julho 15, 2026
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Bolsa cai pela 10ª vez e tem maior sequência de baixas em 39 anos

No cenário do mercado cambial, a situação também foi tensa.

Em um dia marcado por turbulências nos mercados financeiros globais, a bolsa de valores enfrentou seu décimo declínio consecutivo, registrando a maior sequência de quedas em 39 anos. Paralelamente, o dólar se aproximou da marca de R$ 5, atingindo o valor mais elevado em dois meses.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia desta segunda-feira (14) aos 116.810 pontos, experimentando uma queda de 1,06%. A última vez que esse indicador havia declinado dez vezes seguidas foi em fevereiro de 1984, durante a crise da dívida externa brasileira. Apesar da queda de 4,21% em agosto, a bolsa ainda mantém um aumento de 6,45% no acumulado do ano.

No cenário do mercado cambial, a situação também foi tensa. A taxa de câmbio comercial do dólar encerrou o dia cotada a R$ 4,966, apresentando um aumento de R$ 0,062 (+1,25%), e alcançou o valor mais alto desde 1º de junho, quando havia encerrado em R$ 5. Continuando sua tendência de alta pelo segundo dia consecutivo, a moeda norte-americana apresenta um crescimento de 4,99% em agosto, embora tenha declinado 5,95% em 2023.

Uma série de eventos negativos impactou os países emergentes. A notícia de que a Country Garden, uma das maiores incorporadoras chinesas, adiaria o pagamento de um título, reacendeu as preocupações a respeito da segunda maior economia global, que é também a principal compradora de commodities no mercado internacional. Em 2021, o calote da incorporadora Evergrande gerou instabilidade nos mercados globais por várias semanas.

Nos Estados Unidos, as taxas de juros dos títulos do Tesouro norte-americano com vencimento em dez anos, considerados os investimentos mais seguros do mundo, atingiram o patamar mais alto desde novembro. Taxas de juros elevadas atraem capitais para os EUA, pressionando a valorização do dólar globalmente. Além disso, a divulgação na sexta-feira passada (11) de que a inflação ao produtor nos EUA acelerou em julho intensificou o pessimismo entre os investidores.

Adicionalmente, vários países da América Latina enfrentaram um dia de instabilidade nos mercados financeiros, influenciados pelos resultados das eleições primárias na Argentina. A liderança do candidato de extrema-direita, Javier Milei, provocou uma fuga de capitais do país vizinho, resultando na desvalorização do peso argentino em 18% e no aumento das taxas de juros básicas de 97% para 118% ao ano pelo Banco Central argentino. Essa crise teve um impacto em diversos mercados no continente.

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