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Desafios no Plantio da Soja: Semeadura Alcança 76% no Rio Grande do Sul

Até o início desta semana, 76% da área de cultivo em todo o Estado já havia sido semeada

As intensas chuvas que persistiram nos últimos dois meses continuam a desafiar os agricultores de soja no Rio Grande do Sul, afetando o plantio da oleaginosa para o ciclo 2023/2024. Até o início desta semana, 76% da área de cultivo em todo o Estado já havia sido semeada, um pouco abaixo do percentual de 80% registrado no mesmo período do ano anterior, conforme dados do Informe Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (7).

O atraso é mais notável em algumas das principais regiões produtoras, e a causa é atribuída ao fenômeno El Niño. O excesso de precipitação não apenas impede a entrada das máquinas semeadeiras nas lavouras, mas também deixa o solo encharcado, aumentando o risco de doenças fúngicas nas plantas.

O engenheiro agrônomo e técnico da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri, destaca que, embora os efeitos do El Niño fossem esperados, o volume elevado de chuvas surpreendeu os agricultores. O plantio deveria estar mais avançado neste momento, e os produtores estão aproveitando as janelas de plantio de forma intensiva para compensar o atraso. Rugeri ressalta que é cedo para afirmar se haverá prejuízos à safra de soja, pois as condições climáticas podem melhorar, mas alerta que o potencial produtivo pode ser impactado.

O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-RS), Carlos Fauth, destaca que municípios na região do Planalto e noroeste gaúcho, que no ano anterior já haviam concluído a semeadura, agora plantaram cerca de 70% das lavouras. Ele observa que, de setembro até agora, os produtores enfrentaram desafios devido às chuvas frequentes, limitando o tempo disponível para o plantio. O calendário de semeadura se estende até 10 de dezembro na região, sendo novembro o período mais favorável. Fauth destaca que o atraso pode afetar a produtividade, especialmente para variedades de ciclo precoce.

Apesar dos desafios, a esperança está na possibilidade de melhoria nas condições climáticas, e o setor permanece atento aos desenvolvimentos nas próximas semanas.


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