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domingo, julho 19, 2026
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Governo autoriza prorrogação de dívidas de custeio para produtores do RS por até 4 anos, mas produtores preparam nova mobilização  

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul poderão ter suas dívidas de custeio prorrogadas por até quatro anos, conforme anunciou nesta quinta-feira (23) o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). A autorização já teria sido dada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e sua equipe técnica.

“Resolve o impasse das dívidas que estão vencendo neste momento no Rio Grande do Sul”, afirmou Heinze.

Diretrizes serão divulgadas em breve

O senador informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) deve apresentar nas próximas semanas as diretrizes oficiais da medida. Ainda segundo Heinze, o foco agora é ampliar a discussão sobre securitização das dívidas. Ele menciona uma proposta de R$ 27 bilhões que segue em negociação com o governo federal.

Apesar do alívio temporário com a prorrogação das parcelas, os produtores seguem insatisfeitos com a resposta do governo às dificuldades enfrentadas pela categoria após enchentes e secas severas no estado.

Produtores denunciam desassistência

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o produtor Lucas Scheffer, da Associação dos Produtores e Empresários Rurais do RS (APER), criticou a demora e a falta de ações concretas:

“Faz um ano que estamos nessa luta. Continuamos sem resposta, só com promessas. E assim vão enrolando o produtor.”

Segundo ele, uma nova mobilização está marcada para entre os dias 15 e 20 de maio, e desta vez, será mais incisiva:

“Dessa vez nós vamos parar o estado. Já tentamos conversar de forma diplomática e ninguém está nos ouvindo.”

Situação crítica no campo

Os produtores enfrentam crises recorrentes, com prejuízos acumulados por eventos climáticos extremos. Além da falta de acesso ao crédito, eles relatam insegurança econômica, dificuldades para manter a produção e falta de apoio efetivo por parte do governo federal.

Apesar do anúncio da prorrogação das dívidas, o sentimento geral entre os agricultores é de que as medidas ainda são tímidas diante da gravidade da situação.

Scheffer foi direto:

“Temos data para começar [a mobilização], mas não temos para acabar.”

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