O mercado da suinocultura independente chega ao fim de abril com sinais de sustentação nos preços do quilo do suíno vivo, contrariando a tendência histórica de retração no final do mês. Segundo lideranças do setor, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sido o principal fator para a estabilidade ou leve valorização nas principais praças produtoras do país.
São Paulo e Minas Gerais mantêm preços estáveis
Em São Paulo, o valor segue estável em R$ 8,80/kg vivo pela segunda semana consecutiva, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). Durante a negociação desta quinta-feira (24), 20.100 animais foram comercializados com acordo entre suinocultores e frigoríficos.
Já em Minas Gerais, o cenário também é de estabilidade, com o preço do quilo do suíno vivo mantido em R$ 8,60, conforme divulgado pela Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
“Mercado segue estável. Sem novidades importantes, o equilíbrio entre oferta e procura mantém os preços nos mesmos patamares”, explicou Alvimar Jalles, consultor da Asemg.
Alta em Santa Catarina e Paraná
Em Santa Catarina, estado com forte vocação exportadora, houve uma alta de R$ 8,31 para R$ 8,36/kg vivo, de acordo com a Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS).
“Houve aumento por conta da procura maior das indústrias exportadoras e uma oferta mais restrita”, destacou Losivanio de Lorenzi, presidente da ACCS.
No Paraná, o indicador do Lapesui/UFPR registrou alta de 3,04% entre os dias 17 e 23 de abril, fechando a semana com o valor médio de R$ 8,48/kg.
Resumo por estado:
SP: R$ 8,80/kg (estável)
MG: R$ 8,60/kg (estável)
SC: R$ 8,36/kg (alta)
PR: R$ 8,48/kg (alta de 3,04%)
O cenário de estabilidade ou leve valorização, mesmo em fim de mês, é considerado positivo para o setor, que tradicionalmente enfrenta retração nesse período. A expectativa é que a manutenção do equilíbrio entre oferta e demanda siga sustentando os preços nas próximas semanas.











