Nos dias subsequentes ao início dos ciclones extratropicais que atingiram o Rio Grande do Sul em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou duas viagens ao exterior e 58 agendas em Brasília, sem, no entanto, visitar o estado afetado pelos desastres naturais. O presidente optou por enviar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a primeira-dama Janja da Silva para representar o governo nas áreas afetadas.
O primeiro ciclone, ocorrido nos dias 4 e 5 de setembro, afetou 88 municípios na região do Vale do Taquari, resultando em enchentes e 50 vítimas. Um segundo ciclone atingiu o estado entre os dias 26 e 27, aumentando o nível de água no Lago Guaíba e causando inundações em bairros de Porto Alegre. Desde o início dos eventos, 5.216 pessoas ficaram desabrigadas, conforme dados da Defesa Civil gaúcha.
Após o primeiro ciclone, Lula realizou duas agendas em Brasília, gravou uma live semanal no Palácio da Alvorada e, em 6 de setembro, discutiu os desastres com o governador do Estado, Eduardo Leite (PSDB), por telefone. No feriado do Dia da Independência, Lula foi para a Índia para a 18ª Cúpula do G-20, acompanhado por Janja.
Ao desembarcar na Índia, Janja postou um vídeo nas redes sociais que foi deletado pouco depois, gerando críticas por não terem visitado as áreas afetadas no Rio Grande do Sul. Após a repercussão negativa, Alckmin foi enviado para representar o governo no estado. Ele alegou que Lula não foi pessoalmente devido a problemas de saúde e ao feriado do 7 de Setembro.
Lula retornou ao Brasil em 11 de setembro e despachou em Brasília até o dia 15, tratando da situação no Vale do Taquari com ministros. Em seguida, visitou Cuba e os Estados Unidos. Com o novo ciclone atingindo o Rio Grande do Sul, Lula realizou diversas atividades em Brasília, lançou programas do governo e se reuniu com o governador Leite. A primeira-dama Janja foi escolhida para representar o governo em uma visita ao estado, alegadamente devido à cirurgia no quadril que Lula fará.
Em Lajeado, Janja foi recebida aos som de “Michele, Michele”, pela plateia em frente à caixa econômica federal. A manifestação foi uma referência à Michele Bolsonaro, ex-primeira-dama.
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A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (27), convites para ouvir seis ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Metade dos requerimentos, apresentados pelo deputado Evair de Melo (PP-ES), pede esclarecimentos sobre as funções da primeira-dama Janja da Silva.
Os deputados querem explicações sobre “as notícias relacionadas à possibilidade e competência da primeira-dama, Janja da Silva, em assumir a agenda presidencial”. Para isso, foram aprovados convites aos ministros Rui Costa (Casa Civil), Márcio Macêdo (Secretaria Geral) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
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