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domingo, julho 19, 2026
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Lula recua e afirma que Justiça decidirá sobre possível detenção de Putin em visita ao Brasil

Presidente russo ainda não decidiu se vai participar da próxima cúpula do G20, no Rio de Janeiro        |     Com informações - CP

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alterou sua postura anterior quanto à detenção do presidente da Rússia, Vladimir Putin, caso este opte por participar da próxima cúpula do G20 no Rio de Janeiro, afirmando agora que essa decisão está nas mãos da Justiça. “Não posso afirmar se a Justiça brasileira tomará medidas de detenção, isso será determinado pelo sistema judiciário, não pelo governo”, declarou ele durante uma coletiva de imprensa realizada um dia após o término da cúpula do G20 em Nova Délhi.

Durante o final de semana, em uma entrevista concedida a um canal de televisão indiano, Lula havia garantido que Putin não seria preso no Brasil, apesar do mandado de prisão internacional emitido contra ele pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), sob a acusação de crimes de guerra relacionados à suposta deportação de crianças ucranianas durante a invasão russa na Ucrânia.

Lula também levantou questionamentos sobre a participação do Brasil no TPI, destacando que outros países importantes não são signatários do Estatuto de Roma, que criou o tribunal. “Estou interessado em examinar a questão do Tribunal Penal. Os Estados Unidos não são signatários, a Rússia também não é. Portanto, quero entender por que o Brasil é signatário de um tribunal que os Estados Unidos não reconhecem?”, questionou.

O presidente brasileiro expressou sua preocupação com o fato de que “países em desenvolvimento estão comprometidos com acordos que podem prejudicá-los” e se comprometeu a analisar a situação. “Não estou dizendo que vamos sair do tribunal. Só estou buscando entender por que os Estados Unidos, a Índia, a China e a Rússia não são signatários, enquanto o Brasil é”, acrescentou.

Durante a entrevista, Lula expressou sua esperança de que, até a realização da cúpula do G20 em novembro de 2024, a situação na Ucrânia tenha se estabilizado. Quanto à ausência de Putin e do presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula de Nova Délhi, Lula apenas informou que ambos “serão convidados e espero que participem” da cúpula agendada para o Rio de Janeiro em 2024. “Estou trabalhando para que, quando o G20 for realizado no Brasil, o conflito na Ucrânia já tenha chegado ao fim, o povo ucraniano tenha retornado às suas casas, a reconstrução tenha começado e a produção de alimentos esteja normalizada. Esse é o meu desejo”, afirmou.

Lula também antecipou sua intenção de organizar vários eventos em diversas cidades brasileiras, com a participação não apenas de líderes governamentais, mas também de cidadãos comuns. “Queremos tornar o G20 mais participativo e democrático”, explicou. “Temos um ano e dois meses pela frente.”

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