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Novos membros do Brics enfrentam inflação galopante, sanções internacionais e dilema sobre adesão ao bloco

Em decisão histórica, grupo, que representa 42% da população mundial, 23% do produto interno bruto (PIB) e 18% do comércio mundial, anunciou seis novos integrantesCom informações - Sarah Américo

A partir de janeiro de 2024, o bloco dos BRICS, composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, se expandirá para incluir 11 membros, após os países membros concordarem com a ampliação durante a 15ª Cúpula realizada em Joanesburgo, na África do Sul. Os novos integrantes serão Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã. Cerca de 40 países manifestaram interesse em aderir ao bloco, com 23 deles formalmente expressando interesse, de acordo com o governo sul-africano.

Criado em 2009, o bloco dos BRICS representa atualmente 42% da população mundial, 30% do território global, 23% do PIB e 18% do comércio mundial. A expansão do grupo de economias emergentes, que busca maior peso nas instituições internacionais, pode potencialmente causar mudanças significativas na ordem global.

A escolha dos novos países membros gerou reações diversas. A Argentina, em um ano eleitoral, apresenta incertezas, já que a posição política do país pode mudar com a eleição presidencial. A Arábia Saudita agradeceu o convite, mas aguardará mais detalhes antes de tomar uma decisão.

O Irã considera a seleção uma vitória estratégica para sua política externa. Os Emirados Árabes Unidos veem o convite como uma oportunidade de fortalecer a cooperação econômica entre os países em desenvolvimento. A Venezuela expressou sua intenção de ingressar no grupo, enfatizando a contribuição das reservas provadas de petróleo que os membros da OPEP trariam para o bloco. A Nicarágua também celebrou a expansão, vendo-a como uma oportunidade para fortalecer o mundo multipolar e transformar o modelo econômico global.

Cada novo membro do BRICS traz consigo suas próprias características e desafios:

Argentina: Terceira economia da América Latina, a Argentina enfrenta inflação crônica e desafios econômicos significativos, com uma parcela significativa de sua população vivendo na pobreza.

Arábia Saudita: Maior exportador mundial de petróleo, a Arábia Saudita busca diversificar sua economia e reduzir a dependência de energias fósseis por meio de reformas econômicas e sociais.

Emirados Árabes Unidos: Uma federação de emirados, diversificou sua economia e busca reduzir a dependência de hidrocarbonetos. Também normalizou relações com Israel em 2020.

Irã: Afetado por sanções internacionais, o Irã possui vastas reservas de petróleo e gás, e tem buscado estreitar laços com a China, Rússia e vizinhos árabes.

Egito: Sede da Liga Árabe, o Egito enfrenta desafios econômicos, incluindo inflação, e tem sido ativo no cenário diplomático árabe.

Etiópia: Apesar de ter sido uma economia dinâmica, a Etiópia enfrentou desafios, incluindo conflitos internos e climáticos, e busca desenvolvimento em meio a dificuldades.

A expansão do BRICS, com sua crescente influência global, certamente terá implicações significativas para a ordem mundial, o equilíbrio de poder e a cooperação entre esses países emergentes.

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