A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou estimativas para a safra de grãos 2023/24 no Rio Grande do Sul, destacando desafios climáticos que impactam as principais culturas agrícolas do estado.
De acordo com a Conab, a produção total de grãos no Rio Grande do Sul para a safra 2023/24 é projetada em 38,9 milhões de toneladas. A soja, cultura de destaque, enfrenta atrasos no plantio em todas as regiões produtoras, com sinais de redução da produtividade, especialmente nos estados do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, o excesso hídrico contribui para a diminuição da área semeada. A estimativa de produção da soja nesta safra é de 160,2 milhões de toneladas, sujeita a variações devido às condições climáticas durante os estágios cruciais de floração e enchimento dos grãos.
O milho 1ª safra também é afetado pelos extremos climáticos, com atrasos no plantio devido ao fenômeno El Niño. A produção projetada é de 25,3 milhões de toneladas, refletindo uma queda de 7,5% em relação à safra anterior. A colheita total de milho no país está estimada em 118,53 milhões de toneladas.
Nas culturas de inverno, o trigo, principal produto, enfrenta desafios decorrentes de chuvas volumosas, ventanias, granizo e enchentes no Rio Grande do Sul. A produção de trigo está estimada em 8,1 milhões de toneladas, com a conclusão da colheita sendo dificultada pelas condições climáticas adversas.
No cenário de mercado, as exportações de soja em grãos do Brasil permanecem elevadas até novembro de 2023, com estimativas de mais de 100 milhões de toneladas até o final de dezembro. A exportação da oleaginosa para 2024 é projetada em 101,59 milhões de toneladas, com redução em relação às estimativas anteriores, influenciada pela atual projeção de colheita. Para o milho, a expectativa é de uma redução nas exportações em 2024, chegando a 38 milhões de toneladas, devido à perspectiva de menor produção nacional e oferta internacional mais abundante.
No mercado de feijão-comum cores, a entressafra e os estoques limitados sustentam preços atrativos para os produtores nos próximos dois meses. Já o mercado de trigo continua enfrentando pressão de preços devido ao excedente russo e às condições climáticas favoráveis em importantes países produtores.
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